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As orquídeas têm muitas formas, partindo de duas básicas: simpodial e monopodial.
Suas estruturas vegetais diferem em forma, mas seu cultivo não é muito diferente, apenas o modo de realizar a propagação vegetativa não é a mesma.

A orquídea simpodial:
Refere-se ao um tipo de orquídea que tem os rizomas com crescimento linear.
É necessário plantá-la de um lado do vaso para que vá crescendo em direção à borda oposta.
Colocada no meio, logo atingirá esta parte do vaso, acabando por descer pela parede externa do mesmo.
Exemplo : Cattleya, Laelias
A orquídea monopodial:

Esta orquídea tem o caule com crescimento contínuo como nas Phalenopsis, Vanda e Dendrobium.
No caso do Dendrobium, ao longo da haste floral, numa época de estado vegetativo da planta costumam surgir rebentos que podem ser utilizados para propagação vegetativa.
A orquídea apresenta-se com sépalas e pétalas em número de 3 ou múltiplo de 3.
Algumas têm forma bem diferente que iremos vendo em artigos que colocaremos periodicamente.
Inicialmente, para podermos entender, estamos colocando o desenho de uma Cattleya, com os nomes de cada parte.

A flor da Cattleya é composta de 3 sépalas e 3 pétalas.
As sépalas são de formato mais simples e tem a função de proteger a flor quando em botão.
Após o desabrochar são tão bonitas e coloridas quanto as pétalas.
Uma das pétalas, chamada labelo, é mais desenvolvida e diferente das outras, podendo ter coloração mais viva, listras, pontuações e manchas.
Esta forma diferente por vêzes mimetiza o corpo de um inseto, para atraí-los para o néctar contido no fundo da flor.
Ao entrar para buscá-lo acabam por carregar o polen e ajudar assim na polinização.
Esta é necessária e o objetivo maior das plantas, para a produção de frutos contendo sementes para a perpetuação da espécie.
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O QUE E UMA ORQUÍDEA?
A família das orquídeas é, provavelmente, a maior família das angiospermas. Foram já descritas, até à atualidade, mais de 25 000 espécies e produzidos outros tantos híbridos, por cruzamento de formas espontâneas e cultivadas. Há orquídeas com as mais variadas dimensões, desde plantas extremamente pequenas, com flores do tamanho de uma cabeça de alfinete até plantas com mais de três metros de altura, capazes de produzir hastes florais de comprimento superior a quatro metros! Formas tão diferentes podem ser englobadas numa única família devido ao fato de possuírem uma estrutura floral idêntica. Numa flor típica da orquídea há sempre três sépalas (verticilo externo) e três pétalas (verticilo Interno), embora algumas destas partes possam aparecer fundidas ou bastante reduzidas. Uma das pétalas, 0 labelo, é diferente das outras, quase sempre maior e mais vistoso; geralmente a flor cresce de tal modo que o labelo é 0 segmento inferior. Projetando-se do centro da flor, surge um órgão carnudo e claviforme, o ginostêmio ou coluna, como resultado da fusão dos órgãos masculinos (estames) e femininos (carpelos). Este conjunto caracteriza uma orquídea. A antera localiza-se no extremo da coluna e contém os grãos de pólen, agrupados em dois a oito massas, chamadas políneas. Imediatamente abaixo da antera fica uma pequena depressão de superfície viscosa, 0 estigma, ou órgão receptivo feminino, no qual as políneas são depositadas durante a polinização. Sob a coluna está 0 ovário, que, após a fecundação, se desenvolve e forma uma cápsula contendo sementes. Uma única cápsula de orquídea pode conter um milhão de sementes, tão finas como 0 pó de talco. As orquídeas são monocotiledôneas, caracterizadas pela presença de um único cotiledone, nervação paralelinérvea e flores de tipo 3 (partes florais em número múltiplo de três).
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Conta-se que há cerca de 3.000 anos, a Rainha de Sabá estava indecisa sobre como presentear o Rei Salomão. Afinal, o que poderia encantar um rei tão poderoso? Uma escrava lhe trouxe a decisão: "ao maior dos reis, leve um feixe de orquídeas". Passado tanto tempo, o fascínio ainda persiste e as orquídeas continuam a aumentar sua legião de fãs e apaixonados. E hoje, é possível adquirir lindos exemplares desta planta por preços bem acessíveis, até em supermercados! Bem tratadas, as orquídeas produzem belas floradas anualmente. Veja aqui os detalhes básicos para cultivá-las corretamente:
Luz
A exposição direta à luz solar causa queimaduras nas folhas da maioria das orquídeas. A condição de iluminação mais recomendada é a de 50 a 70% de sombra, que é obtida ao cultivar as orquídeas sob árvores, telados ou ripados. Varandas ou áreas de serviço de apartamentos também são bons locais, mas é preciso cuidado, nesses casos, para que as orquídeas recebam o sol da manhã. Alguns especialistas afirmam que em apartamentos, os melhores lugares para as orquídeas são atrás da janela do banheiro ou um terraço envidraçado, onde há luz filtrada. Para saber se as condições de iluminação estão adequadas, é só observar a planta: folhas amareladas indicam excesso de luz; já as folhas estreitas, longas e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente. Plantas como Vanda, Dendrobium, Cymbidium e várias espécies de Oncidium suportam luminosidade mais intensa, enquanto que Phalaenopsis, Miltonia, Laelia e Pumilan preferem baixa luminosidade.
Temperatura
A maioria das orquídeas toleram variações de temperatura entre 10 a 400 C, mas a temperatura ideal fica em torno de 25 graus. Orquídeas como Phalaenopsis e Vanda preferem temperaturas mais altas, enquanto que as Miltonias, Cymbidiums, e Paphilopedilum se dão melhor com temperaturas mais amenas.
Vasos e substratos
Recomenda-se evitar o uso de vasos muito grandes. Pode-se usar tanto os vasos de barro como os de plástico, mas as fibras de xaxim (não confundir com pó de xaxim) são ainda o substrato que dão melhores resultados. Atualmente também há a opção da fibra de coco, igualmente eficiente e mais ecológica. Certas espécies de orquídeas, como Cattleya walkeriana, C. Nobillor, C. Schilleriana, C. Acladiae e a maioria das espécies de Oncidium desenvolvem-se melhor sobre placas xaxim ou pedaços de casca de madeira do que em xaxim desfibrado.
Adubação
A fórmula NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) deve ser aplicada a cada duas semanas, na proporção de 1 colher (café) por litro de água, durante a primavera e o verão. A adubação pode ser suspensa nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver bem desenvolvido.
Ventilação e umidade
Por serem plantas epífitas - possuem raízes aéreas -, as orquídeas suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos fortes e canalizados. Se as plantas estivem num orquidário, recomenda-se protegê-lo do vento sul, usando um plástico transparente. Ainda por sua característica epífita, as orquídeas preferem mais a falta do que o excesso de água junto às raízes. As regas devem ser feitas apenas quando o substrato estiver seco. Ao regar, uma boa medida é deixar a água escorrer pelo fundo do vaso. Outro detalhe: as orquídeas são plantas adaptadas à condições de umidade do ar relativamente elevadas. Em regiões mais secas, recomenda-se borrifá-las com água periodicamente. Mais uma vez, o que deve prevalecer é sempre o bom senso: para ter sucesso no cultivo de orquídeas, os excessos devem ser evitados. Apesar de gostar de umidade, ventilação e claridade, as orquídeas não suportam ficar expostas diretamente ao vento, sol e chuva. Em jardim elas vão crescer sadias sob as árvores ou até fixadas nos troncos.
Fonte de pesquisa: SOS Orquídeas
Marcadores: Dicas de cultivo













































